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Wednesday, June 29, 2005

Saudade


Libertaste-te do teu corpo, faz hoje sete dias. Acredito, que só deixaste de combater todas as tuas doenças, quando achaste que havia um caminho, para cada um dos teus, encontrado. E que eles tomariam conta um dos outros, mas isso, tu já sabias. Sempre tiveste uma alma grande e por isso não te vejo num local especifico, “deixaste-te ficar em tudo. Sobrepostos na mágoa indiferente deste mundo que finge continuar, os teus movimentos, o eclipse dos teus gestos. E tudo isto é agora pouco para te conter. Agora, és o rio e as margens e a nascente; és o dia, e a tarde dentro do dia, e o sol dentro da tarde; és o mundo todo por seres a sua pele.”

Não mais te tocarei,
mas sei,
que jamais te esquecerei.

1 Comments:

Anonymous Baunilha said...

Nem sempre se fica longe do coração por se ser, forçosamente, invisível; há almas que, por terem sido, para nós mesmos, uma presença viva, assim permanecem.

11:21 PM  

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